MENINO

Que gostoso olhar para traz aos 61 anos e lembrar do tempo em que de pés descalços brincava com tampinha de garravas, latas de sardinha, palitos de picolé e palitinho de fosforos (queimado claro).  

Minha mais distante lembrança, esta por volta de 1957 ou 1958, quando morando com papai nos fundos da casa de minha tia Conceição e tio Alcides.   

Nestes dias em que as moças andavam com saias pregueadas azul marinho blusa branca e gravata azul, lembro quando minhas primas chegavam da escola Anes Dias uma exelente escola.

Era a Marli e a Marlei, elas teem diferença de idade uma da outra mas eu adorava vê-las tão lindas naquele uniforme colegial.  Meus companheiros de brincadeiras eram meus primos e um menino que morava ao lado da casa de meu tio.  Tinha muito pato no terreiro e galinhas, e um lago no meio do terreiro acimentado onde os patos se molhavam ali.  Minha vovó Dona Thomazia Lima, que vovó ela era muito carinhosa e eu podia fazer minhas estripolias que não tinha problema algum.  Mas era gostoso aquele tempo.  Meu primo Paulo Luiz quase não brincava conosco, era quase sempre eu o Joserlei e o menino da casa ao lado.  Nossas brincadeiras abeixo de uma árvore cinamon atraz da cerca próximo ao portão era o lugarzinho preferido ali acontecia estradas, trens andando, cercados, tudo que a imaginação criava agente aproveitava para fazer com o  que tinhamos para brincar.

Certa vez lembro me de que tomei uma surra de cinta de meu papai.  Imagine você que tinha um gato que invadia nossa casa e minha vovò me chamava para colocar ele para fora.  Era sempre na melhor hora da brincadeira de bola, uma bola dura de borracha que jogavamos eu e meu primo as vezes o Paulo também estava, que vinha aquele grito:

- Paulo Vicente, vem tirar esse gato para fora.  Era uma ordem, lá fui eu furioso para tirar o gato. Consegi pegar ele e estava muito bravo pensei logo em me livrar dele.  Afinal ele era um estorvo toda vez eu tinha que parar de brincar para cuidar do tal gato.

Segurando o gato pelo pescoço sai para fora e pensei: O que fazer com esse gato? Logo me veio a resposta.  Olhei a minha frente a latrina, ou patente como chamávamos naquele tempo.   Não restou duvida.  Vou jogar este gato la dentro e ele não vai sair mais.  E assim eu fiz. Ninguém olhando entrei na patente e empurrei o gato la para dentro.   Foi muito difícil aquele gato se agarrava nas bordas do buraco do banco, precisei muito esforço para que ele finalmente caisse lá dentro.

Fiquei observando o gato que la no fundo agarrava-se ao barranco do buraco para sair.  Pensei o que fazer para ele não sair.  Pronto uma idéia iluminada me ocorreu: Vou mijar nele pra ele não poder sair.  Era a solução. Tirei o pinto pra fora para urinar em cima do gato.  Gente eu segurava o pinto fazia força para mijar e nada e o gato louco para fugir.  Me concentrava para fazer xixi no gato e nada.  Fiquei bravo agora com meu pinto.  Não sei de onte tirei aquele cordão que tinha no bolço do calção.  Peguei aquele cordão e não lembro se a idéia era amarrar o pinto para dar vontade de fazer xixi, Não sei. Dei muitas voltas com aquele cordão no pinto, mas muitas mesmo que o pingolin ja estava ficando roxo.

Mas de repente ouço a voz de meu papai, perguntando para minha vó onde eu estava.  Pronto imaginei papai chegou do serviço.  E eu bem quieto dentro da patente nestas alturas tentando tirar o cordão do pinto e para minha infelicidade nada de conseguir foi uma nozeira que fiz com aquele barbante que não conseguia desatar.  E meu pai impaciente ja falando alto perguntando e me chamando.  Eu não lembro se falei para ele que eu estava na patente, so lembro que o cordão não tinha nem dado sinal de sair quando ele abriu a porta da patente e lá estava eu com o pinto roxo e embalsamado de barbante em volta.

Quando ele olhou foi uma correria, corre daqui e dali para desatar o nó.  Barbante saiu finalmente aliviou meu instrumento que naquele tempo não sabia que era para tanto prazer. Mas o final não tinha sido tão feliz papai tirou a cinta e começou me lanhar de cinta nas pernas corri para dentro vovò ja estava na mesa com tio Luiz e eu me enfiei para baixo da mesa e a cinta pegando um pouco nas minhas pernas outras nas pernas de vovò.  Em meio aquilo tudo eu olho em um canto da cozinha onde estava a mesa de jantar o gato me olhando.  Pois ele tinha escapado e corrido para dentro novamente. Isso é arte de MENINO.

UM RÁPTO MAU SUCEDIDO

Estava eu brincando no mesmo local de sempre.  atraz do muro do lado de dentro do terreno em frente a casa de minha tia.

Mas antes do fato deixe dizer uma coisa.   Papai e mamãe eram desquitados, separaram-se quando tinha aproximadamente 2,8 anos de idade. 

Então estava eu sem saber de nada, brincando inocentemente quando uma jovem senhora muito elegante e bem vestida me chamou para fora do portão, e eu prontamente sai. Ela me tomou pela mão e caminhamos em direção a um carro preto que estava frente a casa, a rua era sem qualquer tipo de pavimentação de terra pura e eu não conseguia caminhar rápido naquelas pedras.  E de repente ouvi minha tia gritar para meu pai:  "Paulo corre aqui a Alcenira esta levando o Paulo Vicente!"  Meu pai  que estava com a perna enfaixada pois não sei se foi no trabalho ou no futebol que ele se machucou, saiu com uma bengala mancando tentando correr em nossa direção e me chamando pelo nome. Claro instinto de filho olhei para traz e aquela senhora não teve tempo de me colocar dentro do carro.  Foi um puxa para cá e outro para lá que para minha infelicidade ou felicidade não se faça injustiça a nenhuma das partes que meu papai levou a melhor e ficou comigo nos braços.  Eu estava com pernas e braços que doiam de tanto eles lutarem pela minha posse.

O carro arrancou em seguida com aquela situação, so vi a poeira que deixava para tras, e aquela senhora olhando no parabrisa traseiro com olhar triste.  Sem nada entender, levou anos para eu saber de quem se tratava.

E na oportunidade que fiquei sabendo escreverei para vocês. 

Um alvoroço perto do meio dia

Olá!  Tudo Bem?  Hoje vou contar sobre um susto que todos nós tomamos quer dizer eu so vi a confusão de longe sem entender muito bem o que estava acontecendo.

Como todos sabem este período da minha vida eu morava com meu pai, na casa de minha vó paterna D. Thomazia, com meu tio luiz, e tia Odete nos fundos da casa de minha tia Conceição casada com meu tio Alçides, e meus primos, Paulo Luiz, Marly e Marley.

Este fato que narro deixou todos em estado de alvoroço, e não era para menos por volta das 10:00 ou 11:00 horas da manhã alguém chegou correndo avisando que minha prima Marley havia desmaiado na escola.  Nossa que correria sim era um caso muito sério.  Mas eu estava mais assustado porque não sabia o que significava desmaiado.  Quando a ambulância chegou com ela quase que desacordada levei um enorme susto e isto ficou como daquelas coisas da imfância que não esquecemos.

Para os adultos que ali estavam isto era não normal mas administravel, mas para um menino de pouco mais de 3 anos de idade isto marcou na minha memória e por isso entra neste relato entre os fatos da minha infância querida.

Felizmente tudo não passou de um desmaio e tudo voltou ao normal assim que ela recobrou os sentidos.  Para alegria de todos os familiares. E para mim é mais uma lembrançã.

 

Uma pessoa para conhecer

Oi!  Continuo com as lembranças.  E desta vez fui preparado para conhecer uma pessoa que a todos da casa era especial.

Lembro-me da cena: Minha vovó preparou o bacião como chamavamos a banheira de folha galvanizada na cozinha e mandou entrar para tomar banho a agua morna gostoza e minha vó preocupada em banhar-me enquanto eu so queria brincar na água, enquanto ela me falava:

- Seu pai vai levar você para passear e você se comporte na casa onde vocês irão. Não faça nenhuma arte e não mexa em nada lá.  Esta ouvindo?

- Eu entendendo o que ela falava enquanto me tirava daquela banheira e me secava, logo me pos sentado em uma cadeira de madeira frente ao espelho penteava meus cabelos e dizia para mim:

-Paulo Vicente, se comporte lá nesta casa, vai bem bonito e não faça feio.

E lá fomos nós eu e meu pai, ao chegar era uma casa no centro da cidade de Cruz Alta, meu pai recomendando muito dizia:  - Não faça arte obedeça ta certo? Eu escutava e estava curioso para ver o que tinha naquela casa.

Veio atender uma jovem de 18 anos no portão e nos convidou para entrar.  Eu entrei e fiquei sentado no sofá como uma estatua.  Falavam comigo e eu bem quieto. Sem saber o que estava fazendo ali nem o que meu pai estava fazendo naquela casa.  Que visita era aquela tão importante.  A casa era uma coisa muito fina sem me lembrar muito dos detalhes mas me lembro do forro de gesso, e os vazos, e lustres que faziam parte da decoração da casa.  Veio uma senhora e me levou para uma caasa nos fundos onde tinha uns gatinhos com os quais eu queria brincar e esta Senhora Idosa me dava então atenção ali.  

Meu pai estava lá dentro, com aquela jovem e conversava com ela, quando chegou a hora de irmos embora foram os cumprimentos de todos e eu saí com meu pai na noite sem saber o que acontecia.

Depois de algum tempo, fiquei sabendo que eu e meu pai iriamos nos mudar isto eu ja ia fazer cinco anos.

Quando chegamos a nova casa revi aquela jovem que agora seria minha madrasta, a quem meu pai me ensinou a chamar de mãe e ela foi uma pessoa muito importante na minha vida. A casa!  Era uma casa de duas peças e uma varanda como all de entrada dividida ao meio onde seria o meu quarto ali colocaram minha cama e subia um degrau tinha a cozinha mista de sala e mais um pouco era o quarto de meu pai o tamanho no máximo uma casa em madeira de uns 4,00 m x 6 m de fundos duas aguas oitão para rua ao lado da casa principal situada mais aos fundos, na rua Gal Portinho em Cruz Alta RS

Neste meu novo lar o que eu gostava era de olhar o corrego que corria nos fundos da casa, e escutar o lindo sino da Igreja Matriz de Cruz Alta.  Quando este sino tocava eu sabia que estava na hora de meu pai chegar do serviço.  

Coisa boa quando temos estas recordações de nossa vida na infância.